IAM: cuidar de quem vai ao campo também é fazer missão

Fundadores do Instituto de Apoio Missionário falam sobre os desafios dos missionários e a importância de redes de apoio para a permanência no campo.

Set 25, 2026 - 14:55
Set 25, 2026 - 16:24
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IAM: cuidar de quem vai ao campo também é fazer missão
Para conhecer, apoiar ou contribuir com o Instituto de Apoio Missionário, o IAM divulga o PIX pelo CNPJ 67.698.904/0001-03, o site: www.iam-instituto.org/ e o instagram.com/_institutoiam. (Da esquerda para a direita Eliel Lima e Tarcísio Luís, fundadores do instituto)

Na coluna Vida Plena – À Luz da Palavra, a entrevista PING-PONG aborda o tema: “Cuidar de quem vai ao campo também é fazer missão”. Para debater sobre o assunto, conversamos com Eliel Lima da Silva, 50 anos, empresário contábil e teólogo, e Tarcísio Luís Gonzaga Nogueira, 60 anos, cabeleireiro e graduando em Filosofia, ambos naturais de Belo Horizonte e fundadores do Instituto de Apoio Missionário (IAM), que visa apoiar pessoas que dedicam a vida à pregação do Evangelho.


Por que criar uma instituição voltada ao cuidado de missionários e quais são as consequências da falta de apoio?

Porque quem cuida também precisa ser cuidado. Por trás de cada missionário existe uma família, além de necessidades, dificuldades, preocupações e momentos de fragilidade.
Quando falta suporte, o missionário pode ter desgaste emocional e financeiro e até comprometer sua permanência no campo. Por isso, cuidar do missionário também é fazer missões. O IAM é uma ponte entre pessoas que desejam contribuir e aqueles que dedicam suas vidas à missão.


Na prática, como o IAM ajuda os missionários?

Olhando para o missionário de maneira integral. Existem necessidades financeiras, mas pode haver questões relacionadas à saúde, alimentação, moradia, transporte, educação dos filhos ou alguma situação emergencial.
O IAM, dentro das possibilidades e dos recursos disponíveis, busca maneiras de ajudar. Mais do que entregar um recurso, a mensagem é: “Você não está sozinho. Enquanto você está cuidando da missão, existem pessoas aqui preocupadas em cuidar de você.”


É preciso ir para outro país para fazer parte da missão?


Não. Nem todo mundo será chamado para atravessar uma fronteira. Existe quem vai, quem ora, quem contribui, quem divulga e quem sustenta.
Para que um missionário permaneça no campo, existe uma rede de pessoas por trás dele. Quando alguém contribui com o IAM, deixa de ser apenas alguém que admira missões e passa a participar efetivamente dela.


Por que uma pequena contribuição também é importante?

Isoladamente, pode parecer pouco, mas, quando muitas pessoas participam, pequenas contribuições se transformam em algo maior. É o princípio da cooperação. O mais importante não é que poucas pessoas façam muito, mas construir uma comunidade em que muitas entendam que também podem fazer parte da missão.


Como os contribuintes acompanham a aplicação dos recursos?

O IAM trabalha com transparência, responsabilidade e prestação de contas. Nosso compromisso é apresentar aos parceiros informações sobre as ações realizadas, os projetos apoiados e a destinação dos recursos, respeitando situações em que seja necessário preservar a identidade e a privacidade do missionário. As ações podem ser acompanhadas pelo site do instituto.


Eliel, o que despertou em você o desejo de cuidar de quem está no campo missionário?

Foi sendo construído ao longo da jornada cristã. Quanto mais conhecia a realidade de pessoas que dedicaram suas vidas ao chamado missionário, mais uma pergunta me incomodava: quem está cuidando dessas pessoas?

Talvez Deus não me chamou para fazer exatamente aquilo que aquele missionário fazia, mas isso não significava que eu não pudesse participar. Podemos estar na retaguarda, fortalecendo quem está na linha de frente.
Essa compreensão me levou a perceber que Tarcísio também tinha esse mesmo sentimento. Então, juntamos nossos esforços para criar o IAM, que  não apenas admira quem disse “sim” ao chamado, mas caminha ao lado dessas pessoas e ajuda-as a permanecer firmes.


Tarcísio, qual é hoje um dos maiores desafios para o missionário permanecer no campo?

Um dos maiores desafios é a falta de uma rede de apoio constante. Muitas vezes, existe entusiasmo quando o missionário inicia um projeto ou vai para o campo, mas missão não acontece apenas no momento da partida. Missão é permanência.
Por isso, o desafio não é apenas enviar missionários, mas criar condições para que permaneçam no campo com dignidade, segurança e tranquilidade.

Para conhecer, apoiar ou contribuir com o Instituto de Apoio Missionário, o IAM divulga o PIX pelo CNPJ 67.698.904/0001-03, 

site: www.iam-instituto.org/ 

Instagram: https://www.instagram.com/_institutoiam_?stkn=MWZkamdlZGtibTF6bQ== 

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