Ora-pro-nóbis: AngloGold Ashanti lança caderno de receitas dedicado ao novo queridinho da cozinha mineira

Ora-pro-nóbis: AngloGold Ashanti lança caderno de receitas dedicado ao novo queridinho da cozinha mineira
Dona Maria da Conceição cultiva a cultura dos ancestrais indígenas e africanos Foto: Gláucia Rodrigues

 Dona Maria do Pompéu preserva as tradições da comida no fogão a lenha. Foto: Gláucia Rodrigues

  

Material já está disponível para o público em versão digital

Muito comum nas mesas dos mineiros e dos que passavam pelo Estado das Minas Gerais no início do ciclo do ouro, o ora-pro-nóbis ganhou o público moderno graças à versatilidade e aos benefícios nutricionais. Mas engana-se quem acha que ele só precisa figurar no cantinho verde do prato do almoço ou da janta. Para provar que o ora-pro-nóbis merece muito mais espaço na cozinha, a AngloGold Ashanti lançou um caderno de receitas dedicado exclusivamente a ele.
 

Tem até algumas receitas inusitadas. Já imaginou que a planta pode virar um delicioso pudim, com leite condensado? Ou ainda rechear uma porção de panquecas? Ou, para quem não tem muito tempo de preparar a receita, se transformar num prático “rasgado de ora-pro-nóbis”?

A escolha das receitas da publicação foi feita com ajuda de cinco cozinheiras de mão cheia, selecionadas pela atuação na área gastronômica de Sabará, na região Metropolitana de Belo Horizonte. Uma das participantes é Maria Torres da Fonseca, mas todo mundo na região a conhece como Dona Maria do Pompéu. Aos 91 anos, ela passa os conhecimentos culinários para as gerações mais novas, com quem compartilha os segredos do ora-pro-nóbis.
 

“Aqui a gente planta bastante a verdura, em cada canto tem um pouco dela. Mas ainda quero fazer uma plantação bem grande”, afirma. Nas “prosas” que tem feito com clientes sobre o caderno de receitas em seu restaurante em Sabará, descobriu até um parente distante. “Papo vai, papo vem, percebemos que tenho parentesco com a esposa dele”, conta. Dona Maria diz que o prato mais pedido é a costelinha com ora-pro-nóbis, mas também faz bastante frango, pé de porco, carne moída e, claro, um torresminho para acompanhar.
 

Rico em nutrientes como ferro, cálcio, vitamina C e fibras, o ora-pro-nóbis pode ser plantado em casas e apartamentos, facilitando o acesso à iguaria. Em Sabará, tem um festival só pra ele. Além disso, o “Modo de Fazer dos Pratos e Derivados a Base de Ora-pro-nóbis” foi registrado pela Prefeitura Municipal de Sabará-MG, como patrimônio Imaterial no Livro de Saberes por sua importância cultural para a cidade.
 

Segundo Rivene de Oliveira, gerente de Patrimônio Cultural e Memória Empresarial da AngloGold Ashanti, a iniciativa colabora com a preservação da memória cultural das diversas comunidades que veem no uso do ora-pro-nóbis e seus modos de preparo, uma das mais importantes heranças a serem transmitidas às futuras gerações. “Trata-se de um conhecimento que precisa ser compartilhado, incentivando outras comunidades no que diz respeito à valorização de seus modos de serem e fazerem”, afirma Rivene.
 

Para conferir o material na versão digital, basta acessar o site da AngloGold Ashanti.
 

Biografia das participantes

Dona Maria da Conceição Marques

A dona Maria é uma mulher empoderada em relação à cultura dos ancestrais indígenas e africanos. Faz parte das Mucamas de Nossa Senhora do Rosário de Sabará e integra o grupo das cozinheiras da Feira da Comida de Senzala, que já recebeu mais de 5 mil visitantes. Em 2016, a iniciativa foi incentivada pelo programa Parcerias Sustentáveis da AngloGold Ashanti.
 

Dona Maria do Pompéu

Maria Torres da Fonseca, a Dona Maria do Pompéu, tem 91 anos e continua surpreendendo o público com seus quitutes, aprimorados com o conhecimento que adquiriu ao longo da vida. Há 24 anos ela comanda um restaurante no bairro Pompéu, em Sabará, batizado com o apelido carinhoso pelo qual é conhecida. Para essa tarefa, conta com a neta, Sandra Lúcia Alves, braço-direito da matriarca.
 

Sandra Lúcia Alves

A neta de Dona Maria do Pompéu é cozinheira chefe do restaurante da avó. Tal foi a legitimidade da herança culinária que nenhum freguês sentiu diferença no sabor, tempero e na qualidade da comida quando Sandra assumiu a cozinha para deixar a avó mais disponível para cuidar da fabricação dos doces.
 

Regina Fonseca e Graziele Anastácio

Cozinhar sempre foi uma paixão para Regina Fonseca Reis. Dona do restaurante sabarense de sucesso Ouro Verde, ela faz questão de ter a família e pessoas queridas por perto para exercer a profissão que ama. Tanto que, além do apoio do marido, ela conta com uma amiga de longa data, a Graziele Anastácio, como cozinheira-chefe do estabelecimento.