Espetáculo “Morra, mas não corra” faz temporada gratuita em Sabará, Itabirito e Diamantina
Solo de Priscila Patta une dança, memória e imaginação. Apresentações e oficinas gratuitas em cidades históricas de Minas Gerais.
Entre novembro e dezembro, três cidades históricas de Minas Gerais - Sabará, Itabirito e Diamantina - recebem o espetáculo “Morra, mas não corra”, solo da artista e pesquisadora Priscila Patta. Criada em 2018 e já apresentada em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, a montagem retorna aos palcos em nova circulação, com apresentações gratuitas. A primeira acontece no dia 14 de novembro, no Teatro Municipal de Sabará.
“Sinto como se fosse uma continuidade do processo. Estou sempre em busca através da dança. Reinventei as perguntas e respostas para chegar a essa nova versão do espetáculo”, conta Priscila.
Inspirada nos estudos da psicologia cognitiva de Virgínia Kastrup, a artista explica que seu trabalho está mais ligado a formular perguntas do que a buscar respostas prontas. “Reinventei e reconstruí o mundo ao meu redor, e isso influenciou o processo de remontagem e reconstrução das cenas. De alguma forma, o Morra, mas não corra também está ligado à memória e à imaginação”, completa.
O espetáculo é uma dança ao pai , uma homenagem afetuosa e crítica à figura paterna que, com métodos questionáveis, ajudou a moldar sua formação. O solo parte de vivências reais, mas vai além da biografia pessoal para refletir sobre as convenções sociais e os comportamentos herdados que moldam nossas decisões.
“É uma peça sobre a relação entre pai e filha, mas também sobre como somos atravessados por regras e padrões que muitas vezes seguimos sem pensar. A arte permite revisitar isso de um jeito sensível e potente”, diz Priscila.
A circulação em cidades históricas -lugares marcados pela tradição e pela herança do período colonial -amplia o diálogo entre o corpo contemporâneo e o patrimônio cultural, provocando o público a refletir sobre afetos, memória e resistência.
Além das apresentações, o projeto oferece a oficina gratuita “Corpo-Onda”, ministrada pela própria artista no mesmo dia de cada espetáculo. A oficina nasce de sua pesquisa autoral sobre processos criativos na dança e está com inscrições abertas neste link e também pelo Instagram da Rede Sola de Dança.
“A oficina é um espaço de troca, onde o corpo é atravessado por ondas de experiências, memórias e descobertas”, define a artista.
O projeto integra a Circulação PNAB MG – Edital Secult/MG 10-2024 e é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.
Sobre Priscila Patta
Graduada em Dança pela UFMG, Priscila Patta é artista-docente-pesquisadora com mais de 30 anos de trajetória. Desde 2007, quando estreou seu primeiro trabalho solo -Mundo (nada) Cor de Rosa —, vem desenvolvendo a pesquisa Corpo-Onda, que já circulou por países da América Latina, África e Europa, além de diversas regiões do Brasil.
Como produtora e gestora cultural, Patta realiza em dezembro, em Belo Horizonte, o Festival Rede in Dança – movendo para coexistir, celebrando os 10 anos da Rede Sola de Dança, da qual é fundadora.
Espetáculo “Morra, mas não corra” – circulação gratuita em Minas Gerais
Sabará
Data: 14 de novembro
Local: Teatro Municipal
Entrada: gratuita
Itabirito
Data: 28 de novembro
Entrada: gratuita
Local: Cine Teatro
Diamantina
Data: 20 de dezembro
Entrada: gratuita
Local:Teatro Santa Izabel
Oficina “Corpo-Onda” – com Priscila Patta
No mesmo dia das apresentações
Inscrições: formulário online
Oficina “Corpo-Onda” – com Priscila Patta
No mesmo dia das apresentações
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