Julgar ou amar? O desafio de viver o ensinamento de Jesus
“...todos nós somos imperfeitos e carecemos de graça”, Cristiano Andrade.
Na coluna Vida Plena – À Luz da Palavra, a entrevista PING-PONG aborda o tema: “Julgar ou amar? O desafio de viver o ensinamento de Jesus”. Em um mundo marcado por opiniões rápidas e julgamentos constantes, as palavras de Jesus continuam atuais e desafiadoras. Ao dizer “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mateus 7:1), Cristo convida a um olhar mais profundo, começando por nós mesmos, antes de apontar o erro do outro. Mais do que uma orientação, esse ensinamento propõe um caminho de humildade, misericórdia e transformação interior — um desafio prático em meio a críticas e divisões do dia a dia.
Para debater o tema, conversamos com Cristiano Henrique Andrade, pastor, 50 anos, natural de Belo Horizonte, casado há 26 anos com Elaine Rodrigues Andrade e pai de Rebeca Vitória, de 17 anos.
Cristiano carrega uma história marcada por superação e transformação. Adotado ainda bebê, enfrentou uma adolescência difícil, com envolvimento com drogas e crises emocionais. Aos 20 anos, teve um encontro com a fé cristã, que mudou completamente sua trajetória. Hoje, atua no ministério pastoral, dedicando-se ao cuidado espiritual e à orientação de pessoas, com uma caminhada baseada na fé, na restauração e no serviço ao próximo.
O que Jesus quis ensinar quando disse “não julgueis”?
Jesus ensina, em Mateus 7:1, que não devemos assumir o lugar de juiz. A mensagem é clara: todos nós somos imperfeitos e carecemos de graça. Antes de apontar o erro do outro, é necessário reconhecer as próprias limitações e fraquezas.
Existe diferença entre julgar uma pessoa e discernir atitudes erradas?
Sim. Julgar envolve um sentimento de superioridade, quando alguém se coloca acima do outro sem reconhecer as próprias falhas. Já o discernimento é feito com humildade, permitindo identificar o que é certo ou errado, mas sempre acompanhado de compaixão e cuidado.
Por que o ser humano tem tanta tendência a julgar o outro?
Essa tendência está ligada à natureza humana, marcada pela queda. Existe uma inclinação ao controle e ao desejo de se colocar como autoridade sobre a vida do outro, assumindo um papel que não nos pertence.
Como a fé cristã ensina a lidar com os erros das pessoas sem condená-las?
A fé cristã aponta o caminho do amor e da misericórdia. Ao olhar para a cruz, o cristão lembra que também foi alcançado pela graça. Isso muda a forma de enxergar o outro, levando a tratar os erros com compaixão, e não com condenação.
O que muda na vida de quem aprende a olhar o próximo com misericórdia?
A principal mudança está na forma de amar. A pessoa passa a viver um amor que não depende de expectativas ou respostas. É um amor semelhante ao de Jesus: constante, paciente e capaz de permanecer, mesmo diante das falhas e imperfeições humanas.
Qual prática diária pode ajudar a viver esse ensinamento?
O autoexame é essencial. Quando a pessoa olha para si mesma à luz da cruz, entende que não há mérito próprio, mas graça. A prática diária envolve oração, leitura da Palavra e uma caminhada contínua com Deus, desenvolvendo um coração mais sensível, humilde e misericordioso.
Qual é a sua reação?









