O Terceiro Setor como motor econômico

Terceiro Setor movimenta R$ 220 bilhões por ano, responde por 4,27% do PIB e gera 6 milhões de empregos, consolidando-se como agente econômico estratégico no Brasil.

Jan 13, 2026 - 18:11
Jan 13, 2026 - 19:01
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O Terceiro Setor como motor econômico
divulgaçao

O Terceiro Setor brasileiro deixou de ser visto apenas como um conjunto de iniciativas filantrópicas e se consolidou como um dos vetores relevantes da economia nacional. Dados recentes apontam que as organizações da sociedade civil (OSCs) geram cerca de R$ 220 bilhões em valor adicionado por ano, o equivalente a 4,27% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, demonstrando um peso econômico comparável ao de setores tradicionais.

Além do valor adicionado, o total da produção do Terceiro Setor ultrapassa R$ 400 bilhões, com impacto direto no mercado de trabalho formal. O segmento é responsável por aproximadamente 6 milhões de empregos diretos, o que representa 5,88% de toda a ocupação formal do país. Esses números colocam o setor em patamar semelhante — e em alguns casos superior — a áreas historicamente reconhecidas como pilares da economia brasileira, como a indústria e a agricultura.

Essa relevância, no entanto, ainda é subestimada nos debates sobre desenvolvimento econômico. Para o especialista em Terceiro Setor Tomáz Aquino, as OSCs devem ser compreendidas como agentes centrais da economia. Segundo ele, essas organizações “não são um apêndice da economia, mas uma força estruturante que redefine como criamos valor e redistribuímos riqueza na sociedade”, reforçando a necessidade de integrá-las às estratégias nacionais de crescimento e inclusão social.

O impacto do Terceiro Setor vai além da geração de renda e empregos. As organizações atuam diretamente na estruturação de comunidades, na redução de desigualdades sociais e na promoção de soluções inovadoras em áreas onde o mercado tradicional e o poder público apresentam limitações. Trata-se de um segmento que combina eficiência econômica com impacto social, ampliando seu papel no desenvolvimento sustentável.

Diante desse cenário, especialistas defendem que políticas públicas, investimentos privados e pesquisas acadêmicas passem a reconhecer o Terceiro Setor de forma proporcional à sua real contribuição econômica e social. O fortalecimento dessas organizações é visto como passo estratégico para que o Brasil avance em um modelo de desenvolvimento mais inclusivo, no qual as OSCs sejam reconhecidas como parceiras legítimas do Estado e do mercado, e não apenas como beneficiárias de ações filantrópicas.

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